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Sinfonia Desconcertante no. 1

 

 

Movimento no.1 - Allegrissimo!

Canto I: A aleatoriedade do pensamento.

A fugacidade da retórica.

O esquecimento demonstra-se pela imprecisão epistemológica.

 

Movimento no. 2 - Allegro ma non troppo

Canto II: O cansaço da fala.

O caos discursivo retorna ao influxo.

A aleatoriedade do pensamento encontra-se com o discurso organizado.

 

Movimento no. 3 - Grave

Canto III: Poesia em frequências baixas.

A rouquidão se apresenta.

O enfraquecimento desafinado.

 

Movimento no. 4 - Lento misterioso

Canto IV: O silêncio.

O Pensamento.

O Espírito.

 

 

 

Concerto sem no. para desvida.

 

Movimento no 1. - Lentíssimo

O Sono.

O Pesadelo: esquecimento.

O grito do sonho, a respiração ofegante.

 

  Movimento no. 2 - Largo sveglio mas non troppo

Cansaço do sonhar.

O grito deixa rouco a voz.

O vício irrita o nariz.

Movimento no. 3 - Trevas andante.

O labirinto.

Tentativa de fuga de mágoas, angústias e dúvidas.

 

O amor.

Por favor, não sinta dor, meu amor…

Quero-te sem desfazer-me.

Desfazendo-me ando até ti,

enlouqueço com ciúmes descabidos: é companheiro, irmão!

 

Movimento no. 4 - Memoria vivace.

Perdão.

Sem razão, sinto.

Nunca! Menti.

Sincero fui: com o instante, o momento: regresso do esquecimento.

Perdão. Sou desamado pela minha microhistória, desconcertado pela minha família, viciado pela dor. O pior dos vícios: o autoincômodo.

Movimento no. 5 - Allegro deciso

Vida.

Amor.

Paixão.

Revolução.

Amigos, companheiros.

Vida com ida para solução,

para a voz da razão,

para expressão do coração.

Falar! Chamar: Ei, eu te amo!

Gritar: Estou aqui! Liberdade, Liberdade!

 

 

Sinfonia no. 1 - A militância.

 

Movimento no. 1 Presto con fuoco

Inicia-se a potência última do ser.

Barreiras? Desestruturação do sistema.

Que esquema? Comunismo, anarquismo?

Um só: Revolução feita por baixo.

História: pela minha liberdade, pela liberdade dos trabalhadores.

 

Movimento no. 2 Allegro con brio

A vida torna-se um sonho calejante de mãos.

O caminho mostra-se claro: o trabalho.

A técnica mostra sua precisão instrumental: o conhecimento.

 

Movimento no. 3 Andantino paciente

Junto aos meu companheiros, sinto-me seguro.

Passos sincronizados com revolucionários, e sinto-me livre.

Desconcertos do pensamento e desafinações do canto:

com meus Irmãos, sinto-me acolhido e compreendido.

 

Movimento no. 4 Allegríssimo Kamaradas con bravura!

Juntos venceremos!

Juntos caminharemos!

Transformei-me, e a revolução de si

completa-se.

 

Movimento no. 5 Abbraccio affetuoso.

Desculpem-me pela distância e pelo silêncio.

Agradeço a atenção, a cumplicidade,

o amor, o carinho, o abraço desajeitado do amanhecer.

 

Sinfonia Única

Movimento constante

Ao lado de vocês.

Quando o sol nasce por estas terras, tostando a pele dos habitantes litorâneos, alguns vão à praia para se bronzear. Levam protetor solar, cães para cagar na praia e cangas para sentar suas bundas brancas. Assim costuma ser a vida dos habitantes pré-históricos que construíram pirâmides de sambaquis.

Sun, deus Sol amigo do som, Rá diz: space is the place. Ele esteve certo. No espaço físico onde os pés teimam em procurar o chão para pisar – pois sem chão quem há de andar? – os seres cuja inocência se assemelha à de Cândido, pensam encontrar em outros lugares a física inexistente da ordem sociológica. É certo que o tempo de Psiquê impõe um olhar distante do prego enferrujado que causa tétano até no pé mais sertanejo, criando a ilusão que toda musa falseada pensa que um dia pode conquistar um Deus, porém estou certo que a beleza da mente está para além da falsidade da burrice.

A reflexão retida sobre a alma (psykhé) é antiga, e começa antes da personificação monoteísta de Jesus Cristo: Deus único que é soberano nos dias de hoje e “fundador” de uma racionalidade que rege até as mentes mais carentes de reflexão. E pela Igreja é colocado como o senhor do servente alienado. Ele tem piedade daqueles que não sabem pensar. – O pensamento da psicologia, não é tão antigo quanto ao da psiquê, embora existam semelhanças etimológicas e históricas. A psykhologuía embora o nome seja grego, não surge na Grécia e nem é da antiguidade. Invenção moderna, possui um pouco mais de um século e ela é tão nova quanto a logos que às vezes troca a mente pela sociologia, ou fica no hífem devir da sócio-psicologia. Embora já existam disciplinas e escolas desta infantil área do conhecimento, que aliás, por vezes, teimam em infantilizar a razão libidinosa, ainda está a fincar seus passos em terrenos sólidos, onde a Terra é o lugar da mente e não um devaneio do alma kardecista ou de qualquer bruxaria flutuante que a Santa Inquisição queimou na fogueira.

                Observação inter-lúdica: não quero inferir à sugestão de que há uma ineficiência das religiões ocidentais, dos mitos, seitas, organizações secretas, religiões não ocidentais, pensamentos cabalistas etc na vida de quem crê. O seres estão livres para fincar seus pés nas águas e morrerem afogados na ilusão. Afinal, o corpo possui massa e peso. Mas a burrice não questiona: e a mente?

Sobre a substancialidade do corpo suponho que ninguém negue sua massa e quando vão a farmácia pesam as gorduras e a falta de, numa balança. “- Mas a mente possui massa? ” Pergunta a ignorância.

Não sei se devo circular sobre a imprecisão psicológica da pergunta. Ou sobre a megalomania do Espírito. Digo apenas: que o conhecimento é limitado e possui o limite da pesquisa científica, da lógica dualista e da disciplina acadêmica. Qualquer tentativa de alcançar o Todo é pura irresponsabilidade dos seres-sambaquis ainda não civilizados.

O que é universal e o que é universalizante? O que é burro e o que é ignorante?

Sinto que minha epifania virtual finda-se aqui. E aqueles que me lerem para além de códigos linguísticos, estarão comigo num lugar sócratico: só sei que nada sei. E mesmo se soubesse dissertar sobre tudo que nada sei, respondam-me aqueles que pensam saber sobre a vida e teimam em determinar o primeiro faraó: quem foi o cozinheiro de Menés, mané?

                  Observação pós-lúdica: A História Universal existe por falta de método e por excesso vulgar de sapiens dos homens que nada sabem. A Grande História, meus caros, é ficção que quem não conhece nada sobre a crítica teórica afunda-se na burrice, ao contrário da ignorância que é sincera com seu limite. As Afirmações sobre a vida dos homens na terra está à margem da inteligência humana, e não porque é revolucionária, mas porque são Medíocres.

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Observação séria: Não quero magoar o coração dos meus amigos, mas cansei da incompreensão historiográfia de vocês completamente vazia de teoria. Compreendam que história não é o blabláblá que ajudou vocês a passarem no vestibular. Somos uma área do conhecimento delineada, pouco mais antiga que vocês (um séculos antes da psicologia), e possuímos métodos de investigação e de análise. Minha impressão é que somos mais ciente que o direito, o teatro, literatura, a música, a psicologia do nosso limite metológico e investigativo. Minha agressão é contra a o ego disciplinado de vocês que pensam que a história crítica se encontra em qualquer documentário ou livreto de ensino médio. Um conselho, leiam Le Goff, E . H. Carr e Marc Bloc.

Avancem no pensamento “histórico”, desenvolvam consciência histórica. Esqueçam a balela de Foucault, ele nos serve por outras razões que não correspondem a prática historiográfica. No mesmo lugar existencial que Foucault enquanto historiador, está Bertrand Russell, que utiliza a expressão “historia científica” para pensar a história. Com isto chamo atenção para pensarem sobre a teoria da história e não seu resultado mercadológico e acadêmico. Ah, não quero dizer que só quem pode falar sobre a história é quem a estuda retidamente… mas abram um dicionário e vejam a quantidade de definições sobre este termo. Daí dimensionem o problema… E pensem mais antes de fazer qualquer afirmação “histórica”.

Na embriaguez do sonho pela liberdade…
Neste instante guardo o materialismo pragmático.

Quem sentenciou que materialistas não podem sonhar?
Nosso movimento no espaço geográfico se assemelha ao movimento dos eletróns sob o Princípio da Incerteza:
ávidos por grindcore, jazz e cocaína!

Somos o caos da ordem!
À caminho da revolução,
Desterritorializamos nosso ser.

Na materialização da libertação,
Tornamos o desejo cosmopolita
_______________vivenciando humanidade.

endóideci.
endo [dentro da cabeça dói].
lendo.
(esqueci!)
ando.
falando.
indo.
dormindo.
dói,
-decisivo.
endoideci.
desci no inferno.
Ouvi Virgílio.
Fiquei rouco.
Louco.
dói-décí!
dó-si ré-mi.
mas isso não é música.
toca alto na minha cabeça
só eu escuto
Bêbado.
Chapado.
Cheirado.
Não quero mais.
Quero não querer mais.
Cansei minha vida assim…
Espero da sativa
um alívio
sem qualquer silvo estridente (como acontece endo lá no fundo! quando bebo).

Alegria! Acho que Manuel não tinha tanta razão…
Enlouqueci porque só encontro a fuga do pensamento.
Em argumento inexorável minha voz sente a loucura…
Não sei o que digo, porque não vivo, penso.
Do que adianta? – Não penso.
Alegria! dói. Andrade não estava certo.
Escrevo assim porque ontem: Alegria!
(endo, endo, endo, endo, endo, endo da cabeça!
dó-de-si, fá-ré-mi! Não! Isto não é música!
endoideci! Porra! Não queria, não queria, não queria!)
E agora? E agora?
preciso de ajuda, de orientação.
amor e atenção. [Atenção para ti, panaca!? Eis o que te faz louco, imbecil!]
Ego, não quero um só para mim. Ego-cen-tricô. Nego o tricô do meu Eu sobre si. Cansei, juro que cansei. Não sei, sei que não sei. E juro que… [Tu "jura", idiota!? Tu é ateu? Ah, Théo... talvez tu entenderias. Adeus, meu caro.]

endóideci.
desisto.
não adianta.
que caminho sigo?
“- Revolução”! Alegria, alegria não espera. Quando?
Não sei.
em dó-desci. (criei novas linhas mais baixas no pentagrama, agora é heptagrama. Isso! Hepático é o meu problema. Médico, médico, preciso. Sinto.).
Baixo, baixo, baixo. Silêncio… Cage estava certo. Não existe.
Na cabeça endo, endo, endo… tudo é grito.
As sinápses! Ah, sinápses… Gritos, Gritos, Milhões de milhões de gritos!
E ainda se regeneram, bem devagar, é certo, mas Alegria os consume em
Morte muito rápido. Entendi. Foi isso. – Desculpa, Manuel. Estavas errado.
Alegria matou minha sanidade.

O que quero? [O ronco sem fome da barriga mais música: dó-de-mim.]
O que sinto? – Vazio. Comer! eu quero… tudo se consume em minhas entranhas o som da fome e a si própria quando tudo vazio.
endoideci, é isso.
sanei o errado, foi isso.
sonhei-me agraciado, nada disso!
- reconhecido, sim é isso.
ficarei menos só em mim mesmo, sei disso.
aconselho-me, não é isso.
saio de mim, mas para onde?
“- Ação!” – E a consequência de sua objetiva, Sr. realizador?
não sei, foi isso.
É verdade! verdade! verdade! vardade…
(endo endo endo endo! lá no abismo da mente dói! Que porra é essa, Bandeira?! Você mentiu, enganou-me! Alegria! “- Bullshit!”)
Caralho! Enlouqueci! Não queria, queria não…. eu choro, chôro perdido.
Onde está a alegria, Manuel? Não esta que entra pelo nariz… mas outra, que entra pelo coração. Cadê, cadê? Também não sei dançar. não sei dançar… tenho os pés tortos, o que se faz com pés tortos? Como caminha reto? “- Retidão” [Panaca, idiota, incoerente, ladrão! Quem te disse Retidão? - Não sei, veio lá do fundo... "Tu não é revolucionário?" - Liberal escroto e ladrão! "- Ladrão?"]

onde cheguei… cheguei sem saber. deu em merda… “sem saber”.
enlouqueci.
endoideci.
amadureci o caos.
entrei num buraco! “- Escuro!”.
Caí no poço, Poe,
e digo logo: Bandeira me enganou quando disse “Alegria” para sair dele.

ensandeci, foi isso.
sem rumo, caí, deu nisso: loucura.
en-san-de-ci: ré-fá-dómenor-mi. não sei de música… e se soubesse, o que saberia do mundo?
cansei.

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

Ó céu azul  o mesmo da minha infância ,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!

Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo…
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Este poema é de um companheiro de um passado que não vivi, mas sinto nostalgia desses tempos. Nome dado por Fernando pessoa, ele se chama Álvaro de Campos.

Pensador observador das ruas e dos bares.  Aquele que ler enquanto toma cerveja, até que os efeitos do álcool faça sua percepção confundir linhas primeiras com linhas terceiras.

A existência humana se processa como música harmônica tonal: introdução; desenvolvimento do tema; as elevações intensas e marcantes. Mas ela possui também a imprevisibilidade da música aleatória: o fim nunca se anuncia, como uma morte súbita. embora neste último tipo de música exista uma aparente desarmonia, esta desarmonia só se sustenta na aparência, na forma que é percebida pelo ouvinte. na música aleatória há uma harmonia interna, uma coerência lógica fechada que é causa de uma aparência confusa. nascemos, crescemos, construimos e adquirimos desejos, lutamos pelas realizações, vivenciamos, envelhecemos e morremos; deveria ser sempre assim – como numa música tonal harmônica, onde todas suas partes são previstas-, mas no meio desse percurso, existem acidentes; os acasos; o imprevisível é previsível em qualquer segundo. embora estejamos sempre tentando fugir dos acasos, eles são a condição para nossa existência – como numa música desarmônica: a condição para este tipo de música se sustentar é a sua construção e desenvolvimento imprevisível: o acaso está sempre construindo a música. numa música aleatória não há  uma audição encantadoramente harmônica como há na música tradicional. a música harmônica é, por alegoria, uma representação das nossas idealizações; das nossas projeções de vida ideal, tranquila. a música aleatória é, por alegoria, a representação daquilo que é material, real, pois é construída através do acaso… não escolhemos nossos pais, nosso país, nosso planeta; não podemos garantir com segurança a nossa existência no próximo segundo, só podemos idealizar como ela será, pois cada segundo oferece tempo e espaço suficiente para algum acontecimento estranho feliz ou triste. o acaso é parte insistente do nosso dia-a-dia.

ventos de um deserto onírico…
Ventos sutis balançam seus cachos
Correm por sua pele clara e macia
Alisam sua boca delicadamente,
Como um suave beijo.
A moça em pé num deserto às escuras
Não percebe de onde vêm os ventos
E os esquece.
Ela está a esperar… Espera,
A ilusão que nunca vem
Que a abandona no deserto e, no escuro,
Não a deixa enxergar de onde os ventos vêm.

Ventos sutis balançam seus cachos

Correm por sua pele clara e macia

Alisam sua boca delicadamente,

Como um suave beijo.


A moça em pé num deserto às escuras

Não percebe de onde vêm os ventos

E os esquece.


Ela está a esperar… Espera,

A ilusão que nunca vem

Que a abandona no deserto e, no escuro,

Não a deixa enxergar de onde os ventos vêm.

Imaginary Landscapes

Imaginary Landscapes

Eu penso que a melhor explicação sonora para a bela harmonia da natureza se encontra em J.S. Bach. A explicação para imprevisibilidades dos indivíduos, para o estado caótico da sociedade e suas movimentações auto-destrutivas está, alegaoricamente, nas músicas de John Cage. K. Stockhausen. Maurício Kagel. Walter Smetak. Revolucionários, criadores críticos de sons e formas sonoras.

Jonh Cage

Imaginary Landscapes

1 - Imaginary Landscape No. 1, for 2 variable speed turntables, frequency records, muted piano & cymbal 8:45
2 – Imaginary Landscape No. 2, for 5 percussionists 6:35
3 – Imaginary Landscape No. 3, for 6 percussionists 3:05
4 – Imaginary Landscape No. 4, for 12 radios, 24 players & conductor (March No. 2) 5:00
5 – Imaginary Landscape No. 5, for any 42 recordings, to be realized on tape 1:31
6 – But What About the Noise…, for percussion ensemble of 3-10 players 26:00

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