endóideci.
endo [dentro da cabeça dói].
lendo.
(esqueci!)
ando.
falando.
indo.
dormindo.
dói,
-decisivo.
endoideci.
desci no inferno.
Ouvi Virgílio.
Fiquei rouco.
Louco.
dói-décí!
dó-si ré-mi.
mas isso não é música.
toca alto na minha cabeça
só eu escuto
Bêbado.
Chapado.
Cheirado.
Não quero mais.
Quero não querer mais.
Cansei minha vida assim…
Espero da sativa
um alívio
sem qualquer silvo estridente (como acontece endo lá no fundo! quando bebo).
Alegria! Acho que Manuel não tinha tanta razão…
Enlouqueci porque só encontro a fuga do pensamento.
Em argumento inexorável minha voz sente a loucura…
Não sei o que digo, porque não vivo, penso.
Do que adianta? – Não penso.
Alegria! dói. Andrade não estava certo.
Escrevo assim porque ontem: Alegria!
(endo, endo, endo, endo, endo, endo da cabeça!
dó-de-si, fá-ré-mi! Não! Isto não é música!
endoideci! Porra! Não queria, não queria, não queria!)
E agora? E agora?
preciso de ajuda, de orientação.
amor e atenção. [Atenção para ti, panaca!? Eis o que te faz louco, imbecil!]
Ego, não quero um só para mim. Ego-cen-tricô. Nego o tricô do meu Eu sobre si. Cansei, juro que cansei. Não sei, sei que não sei. E juro que… [Tu "jura", idiota!? Tu é ateu? Ah, Théo... talvez tu entenderias. Adeus, meu caro.]
endóideci.
desisto.
não adianta.
que caminho sigo?
“- Revolução”! Alegria, alegria não espera. Quando?
Não sei.
em dó-desci. (criei novas linhas mais baixas no pentagrama, agora é heptagrama. Isso! Hepático é o meu problema. Médico, médico, preciso. Sinto.).
Baixo, baixo, baixo. Silêncio… Cage estava certo. Não existe.
Na cabeça endo, endo, endo… tudo é grito.
As sinápses! Ah, sinápses… Gritos, Gritos, Milhões de milhões de gritos!
E ainda se regeneram, bem devagar, é certo, mas Alegria os consume em
Morte muito rápido. Entendi. Foi isso. – Desculpa, Manuel. Estavas errado.
Alegria matou minha sanidade.
O que quero? [O ronco sem fome da barriga mais música: dó-de-mim.]
O que sinto? – Vazio. Comer! eu quero… tudo se consume em minhas entranhas o som da fome e a si própria quando tudo vazio.
endoideci, é isso.
sanei o errado, foi isso.
sonhei-me agraciado, nada disso!
- reconhecido, sim é isso.
ficarei menos só em mim mesmo, sei disso.
aconselho-me, não é isso.
saio de mim, mas para onde?
“- Ação!” – E a consequência de sua objetiva, Sr. realizador?
não sei, foi isso.
É verdade! verdade! verdade! vardade…
(endo endo endo endo! lá no abismo da mente dói! Que porra é essa, Bandeira?! Você mentiu, enganou-me! Alegria! “- Bullshit!”)
Caralho! Enlouqueci! Não queria, queria não…. eu choro, chôro perdido.
Onde está a alegria, Manuel? Não esta que entra pelo nariz… mas outra, que entra pelo coração. Cadê, cadê? Também não sei dançar. não sei dançar… tenho os pés tortos, o que se faz com pés tortos? Como caminha reto? “- Retidão” [Panaca, idiota, incoerente, ladrão! Quem te disse Retidão? - Não sei, veio lá do fundo... "Tu não é revolucionário?" - Liberal escroto e ladrão! "- Ladrão?"]
onde cheguei… cheguei sem saber. deu em merda… “sem saber”.
enlouqueci.
endoideci.
amadureci o caos.
entrei num buraco! “- Escuro!”.
Caí no poço, Poe,
e digo logo: Bandeira me enganou quando disse “Alegria” para sair dele.
ensandeci, foi isso.
sem rumo, caí, deu nisso: loucura.
en-san-de-ci: ré-fá-dómenor-mi. não sei de música… e se soubesse, o que saberia do mundo?
cansei.
Um Comentário
Quase um eterno retorno. o problema é que o eterno retorno não existe.