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Quando o sol nasce por estas terras, tostando a pele dos habitantes litorâneos, alguns vão à praia para se bronzear. Levam protetor solar, cães para cagar na praia e cangas para sentar suas bundas brancas. Assim costuma ser a vida dos habitantes pré-históricos que construíram pirâmides de sambaquis.

Sun, deus Sol amigo do som, Rá diz: space is the place. Ele esteve certo. No espaço físico onde os pés teimam em procurar o chão para pisar – pois sem chão quem há de andar? – os seres cuja inocência se assemelha à de Cândido, pensam encontrar em outros lugares a física inexistente da ordem sociológica. É certo que o tempo de Psiquê impõe um olhar distante do prego enferrujado que causa tétano até no pé mais sertanejo, criando a ilusão que toda musa falseada pensa que um dia pode conquistar um Deus, porém estou certo que a beleza da mente está para além da falsidade da burrice.

A reflexão retida sobre a alma (psykhé) é antiga, e começa antes da personificação monoteísta de Jesus Cristo: Deus único que é soberano nos dias de hoje e “fundador” de uma racionalidade que rege até as mentes mais carentes de reflexão. E pela Igreja é colocado como o senhor do servente alienado. Ele tem piedade daqueles que não sabem pensar. – O pensamento da psicologia, não é tão antigo quanto ao da psiquê, embora existam semelhanças etimológicas e históricas. A psykhologuía embora o nome seja grego, não surge na Grécia e nem é da antiguidade. Invenção moderna, possui um pouco mais de um século e ela é tão nova quanto a logos que às vezes troca a mente pela sociologia, ou fica no hífem devir da sócio-psicologia. Embora já existam disciplinas e escolas desta infantil área do conhecimento, que aliás, por vezes, teimam em infantilizar a razão libidinosa, ainda está a fincar seus passos em terrenos sólidos, onde a Terra é o lugar da mente e não um devaneio do alma kardecista ou de qualquer bruxaria flutuante que a Santa Inquisição queimou na fogueira.

                Observação inter-lúdica: não quero inferir à sugestão de que há uma ineficiência das religiões ocidentais, dos mitos, seitas, organizações secretas, religiões não ocidentais, pensamentos cabalistas etc na vida de quem crê. O seres estão livres para fincar seus pés nas águas e morrerem afogados na ilusão. Afinal, o corpo possui massa e peso. Mas a burrice não questiona: e a mente?

Sobre a substancialidade do corpo suponho que ninguém negue sua massa e quando vão a farmácia pesam as gorduras e a falta de, numa balança. “- Mas a mente possui massa? ” Pergunta a ignorância.

Não sei se devo circular sobre a imprecisão psicológica da pergunta. Ou sobre a megalomania do Espírito. Digo apenas: que o conhecimento é limitado e possui o limite da pesquisa científica, da lógica dualista e da disciplina acadêmica. Qualquer tentativa de alcançar o Todo é pura irresponsabilidade dos seres-sambaquis ainda não civilizados.

O que é universal e o que é universalizante? O que é burro e o que é ignorante?

Sinto que minha epifania virtual finda-se aqui. E aqueles que me lerem para além de códigos linguísticos, estarão comigo num lugar sócratico: só sei que nada sei. E mesmo se soubesse dissertar sobre tudo que nada sei, respondam-me aqueles que pensam saber sobre a vida e teimam em determinar o primeiro faraó: quem foi o cozinheiro de Menés, mané?

                  Observação pós-lúdica: A História Universal existe por falta de método e por excesso vulgar de sapiens dos homens que nada sabem. A Grande História, meus caros, é ficção que quem não conhece nada sobre a crítica teórica afunda-se na burrice, ao contrário da ignorância que é sincera com seu limite. As Afirmações sobre a vida dos homens na terra está à margem da inteligência humana, e não porque é revolucionária, mas porque são Medíocres.

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Observação séria: Não quero magoar o coração dos meus amigos, mas cansei da incompreensão historiográfia de vocês completamente vazia de teoria. Compreendam que história não é o blabláblá que ajudou vocês a passarem no vestibular. Somos uma área do conhecimento delineada, pouco mais antiga que vocês (um séculos antes da psicologia), e possuímos métodos de investigação e de análise. Minha impressão é que somos mais ciente que o direito, o teatro, literatura, a música, a psicologia do nosso limite metológico e investigativo. Minha agressão é contra a o ego disciplinado de vocês que pensam que a história crítica se encontra em qualquer documentário ou livreto de ensino médio. Um conselho, leiam Le Goff, E . H. Carr e Marc Bloc.

Avancem no pensamento “histórico”, desenvolvam consciência histórica. Esqueçam a balela de Foucault, ele nos serve por outras razões que não correspondem a prática historiográfica. No mesmo lugar existencial que Foucault enquanto historiador, está Bertrand Russell, que utiliza a expressão “historia científica” para pensar a história. Com isto chamo atenção para pensarem sobre a teoria da história e não seu resultado mercadológico e acadêmico. Ah, não quero dizer que só quem pode falar sobre a história é quem a estuda retidamente… mas abram um dicionário e vejam a quantidade de definições sobre este termo. Daí dimensionem o problema… E pensem mais antes de fazer qualquer afirmação “histórica”.

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